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Cães. Um novo conceito em educar

ANA CAMILA M. PEREIRA

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Não existe coisa mais prazerosa do que chegar em casa e se deparar com àquela recepção calorosa, e as vezes exagerada, mas sincera, de um cãozinho.

Mais do que terem nossa estima, eles ocupam um lugar na família. Porém, eles sofrem algumas consequências frente a nossa rotina urbana, que não estão acostumados. Nós humanos acabamos esquecendo a origem desses nossos amigos, das suas necessidades de instinto. 

Devido à impossibilidade de expressar seu instinto natural na sua rotina ás vezes solitária e sem estímulos, eles acabam demonstrando comportamentos bem inadequados. Desobedecem as regras, embora nem imaginem que exista. É importante deixar de lado conceitos antigos. Nada de repreender com um jornal enrolado quando um cão faz algo errado, do seu ponto de vista. Nada de passar o focinho dele no chão, em hipótese alguma. O lugar onde ele fez suas necessidades não é inapropriado para ele.
Para o bem-estar dessa turminha, foram surgindo novas formas de interpretar comportamentos e formas de fazer crescer a afinidade entre nós e eles. Esse novo mundo do comportamento canino vem sendo estudado a apenas dez anos, aproximadamente. Os conceitos são recentes e já apresentam resultados surpreendentementes.
Grandes centros de psicologia canina, dos EUA e Europa, por exemplo, mudaram o objeto dos estudos. Passou-se a observar os lobos na forma de vida livre, com grau de parentesco entre eles, e não lobos em cativeiro e sem grau de parentesco entre eles - como sempre foi feito nos estudos. Os novos resultados demonstraram que os lobos na forma de vida livre viveram em cooperação entre eles, e não mais numa disputa por um nível hierárquico, como os lobos em cativeiro. Então, conceitos como “líder”, ‘’submisso’’, ‘’dominante’, ‘’macho alfa’’e até mesmo a comparação de lobos e cães urbanos ficou em desuso por lá.
Assim, encontramos uma nova maneira de educar – através do reforço positivo, que dispensa qualquer material e gesto que causam desconforto físico e mental para o animal. Essa é a principal regra. Interpreta-se seu comportamento natural, reafirmando apenas os positivos e deixando os destrutivos de lado. Ajustamos sua personalidade de forma mais duradoura. Nessa nova maneira de interpretar os sinais deles e de ensiná-los, precisa ser feitas em formas de aulas comportamentais, ministradas por um médico veterinário comportamental, por zootecnistas, biólogos ou adestradores que se aprofundam nos estudos. Os donos são imprescindíveis, precisam estar presentes para que os resultados das aulas sejam bastante eficazes, e a relação cresça e amadureça de forma feliz para toda a família.


 

Dra. Ana Camila M. Pereira - CRMV 30967 
Médica Veterinária responsável 



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