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Dirofilariose Canina

RONALDO CUQUI CANDIDO

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O mosquito Aedes Aegypti também pode transmitir doença para os cães.

A dirofilariose não é doença nova. Diversos estudos demonstraram a prevalência da dirofilariose canina, em todas as regiões do país. A dirofilariose é uma zoonose que está presente principalmente nas regiões tropicais e subtropicais, no mundo todo. Cães que viajam com os donos, se portadores, podem levar a doença para outros lugares. A dirofilariose é conhecida como a doença do parasita do coração. O parasita transmitido pela picada do mosquito, das espécies culex, aedes ou anopheles, é denominado dirofilaria immits. É uma zoonose que pode ser transmitida aos seres humanos através da picada do mosquito contaminado – mas na medicina são consideradas raras. 

 A transmissão ocorre quando o mosquito pica um animal contaminado, e contrai a doença. Esse mosquito agora infectado pica um animal sadio e inocula as larvas que são a forma infectante da doença. Após mais ou menos noventa dias na circulação dos cães as larvas migram para as artérias pulmonares e coração direito, as larvas se tornam adultas e se reproduzem, em torno de cinco meses elas começam a liberar microfilarias no sangue. Estas serão sugadas pelo novo mosquito transmissor e assim por diante.   
O cão pode passar meses sem sintomas, enquanto as larvas são jovens, embora na corrente sanguínea. Quando os sintomas aparecem é porque já se alojaram na região cardíaca, cresceram se multiplicaram. Podem chegar a trinta e cinco centímetros. Neste estágio o cão já apresenta sintomas clínicos tais como cansaço, perda de peso, tosse, dificuldade em respirar, intolerância a exercício, prostração, abdômen aumentado, síncope, e todos os sintomas de doença cardíaca.
O diagnóstico pode ser feito através de exames de sangue, que detectam as larvas jovens – ainda na circulação. Na fase avançada o diagnóstico também pode ser feito através de raio-x e ecocardiograma. O diagnóstico, através de exames, deve ser repetido por segurança após seis meses – para o caso de o cão não apresentar sinal, mas, ser hospedeiro.
Para a prevenção existem medicamentos que matam as larvas jovens, que, em regiões endêmicas são indicados para o uso continuo. Existem vermífugos que são bastante efetivos na fase infectante da microfilaria, e, existem coleiras que são usadas como repelentes do mosquito -oferecem maior proteção ao pet.
O tratamento na fase avançada da doença é mais longo e arriscado, pois os vermes já são adultos e após morrerem precisam ser eliminados do organismo. Até que isso ocorra há o risco da trombose pulmonar, por obstrução dos vasos. Os check-up’s regulares podem manter o pet sempre saudável.
Consulte sempre seu Médico Veterinário de confiança e leve seu pet para check ups anuais, esta é mais uma enfermidade silenciosa que quando mostra os sintomas já esta na fase avançada da doença, colocando em risco a saúde e a vida do seu mascote.

Ronaldo Cuqui Candido - CRMV/SP-7034
Médico Veterinário e Diretor Clinico da L&M
Especialista em Clinica Médica e Cirúrgica de pequenos animais.



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