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Meu filhote não terminou as primeiras vacinas, posso socializá-lo?

ANA CAMILA M. PEREIRA

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A socialização é um processo indispensável para prevenir problemas comportamentais e ter um cão feliz

O lugar dos cães dentro das famílias vem mudando de tempos em tempos. Hoje, com a alta demanda por apartamentos, os espaços ficam cada vez menores e aproximam ainda mais os cães do nosso convívio social. É importante, portanto, acostumá-los com ocasiões, objetos e situações do nosso dia a dia. Essa socialização pode evitar situações desagradáveis nesse laço afetivo incrível entre cão e homem. 

O período entre a primeira semana de vida do filhote até o quarto mês, aproximadamente, ‘e chamado de período sensível – é onde a socialização acontece mais fácil. O filhote se “recupera” com mais facilidade dos medos de novos estímulos. Porem, o período sensível coincide com os meses de vacinação – o cão ainda não está imune a várias doenças.

Por segurança, a maioria dos veterinários orienta restrição de lugares, de contato com pessoas, com outros animais e coisas externas à casa. No entanto, não podemos negligenciar a importância que a socialização, nessa fase, trará para a vida inteira do animal. A falta de socialização nesse período pode gerar distúrbios comportamentais, medo excessivo, estresse, agressividade e principalmente a neofobia - medo do novo. Pode até afastar laços afetivos e acabar em abandono.

Propomos então prevenir, com situações controladas. Deixá-lo ter contato com alguns cães da família e de amigos - vacinados e vermifugados, elaborar jantares em casa com outras pessoas e levá-lo à casa de amigos com bom históricos de saúde de animais. Apresentar malas, guarda-chuvas, aspirador de pó, bicicleta, vassouras, óculos e carros – desligados e ligados. Fazer associação positiva com sons de liquidificador, áudios de fogos de artifício, de barulho de sirene e de chuva. Levá-lo para conhecer a grama, pisos de ferro, superfícies ásperas e macias. Isolá-lo por curtos períodos de tempo, para que ele entenda que não existe mau algum nessa situação. Levá-lo a lugares diferentes dentro da caixa de transporte – importantíssimo. Estudos afirmam a necessidade de contato com pelo menos cem pessoas, entre crianças, bebês, pessoas mais velhas nesse período sensível. Brincar de veterinário - manusear orelhas, patas, cauda, barriga, olhos, etc. Facilidade nas consultas futuras. Sempre que possível, participar de ‘’PuppyClass’’ – aulas feitas por profissionais do comportamento canino para filhotes.

Para que não causemos traumas no filhote nesse importante período, com outros cães, barulhos e demais objetos, precisamos respeitar o bem estar deles. E havendo dúvidas no uso desses métodos, é importante consultar um profissional especializado em comportamento canino. Apresentar essas oportunidades de conhecer o nosso mundo, o tornará mais adaptado e feliz!




Dra. Ana Camila M. Pereira - CRMV 30967
Médica Veterinária responsável



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