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Síndrome de Pandora ou cistite intersticial felina

SALETE RODRIGUES CANDIDO

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Muitos gatos domésticos sofrem desta síndrome e nem sempre são corretamente diagnosticados e tratados

Que os gatos são espécies diferentes dos cães, todos sabem. O que muitos não sabem é que o que pode ser bom para o cão na maioria das vezes não é bom para o gato, e que, o diagnóstico e o tratamento de doenças podem ser muito diferentes para os felinos.

A cistite intersticial felina é chamada de Síndrome de Pandora, em analogia a “caixa de Pandora” da mitologia Grega, frente à extensão de problemas que essa doença pode causar nos órgãos acometidos, e pela gravidade das lesões.

Se o seu gatinho já teve cistite, se vocaliza ao urinar, se faz xixi fora do lugar, de vez em quando urina com sangue, demonstra dor ao urinar, ou, já teve obstrução uretral, ele pode sofrer da síndrome.

A Cistite Intersticial Felina é uma inflamação crônica da bexiga que é desencadeada nos felinos por fatores estressantes, podendo apresentar todos os sintomas citados, além de dermatite psicogênica, distúrbios endócrinos, distúrbios neurológicos e ou comportamentais. Tudo vai depender da gravidade da síndrome.

A Síndrome de Pandora ocorre principalmente em gatos que vivem confinados, que têm sobrepeso, que têm uma vida entediante e previsível, sem muito espaço ou lugares para subir ou se esconder, ou em gatos que vivem com muitos outros gatos. Somado a isso, uma alimentação inadequada, com pouca ingestão de água.

O fator desencadeante é o estresse, principalmente no território em que ele vive, gerado pela entrada de um novo animal de estimação ou de uma nova pessoa na casa - como o nascimento de um bebê, ruídos de rojões e trovões, mudança de imóvel, mudança da mobília, mudança de alimentação ou pelo manejo de sua caixa higiênica, viagens, enfim, todos estes gatilhos que muitas vezes não prestamos atenção podem desencadear uma resposta de estresse exacerbada nos felinos.

Se você já detectou alguns destes sintomas no seu gatinho é muito importante fazer o acompanhamento veterinário. O tratamento recomendado nas crises inclui anti-inflamatórios, analgésicos, antidepressivos e em casos emergenciais de obstrução urinária, requer sedação e desobstrução. Em casos mais graves, cabe cirurgia e internação, até estabilizar o quadro clínico, afastando o risco de morte. E para a casa, é recomendado o enriquecimento ambiental e manejos com o uso de feromônios.

Procure sempre a orientação de um médico veterinário. Ele é a pessoa indicada a passar todas as recomendações, para que seu gatinho tenha uma vida mais saudável.

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Salete Rodrigues Candido
CRMV-8764
Médica Veterinária e Diretora da L&M Hospital Veterinário

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