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Colapso de traqueia em cães

RONALDO CUQUI CÂNDIDO

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Se o seu pet apresenta tosse, engasgos ou falta de ar com certa frequência, quando esta agitado ou estressado, ele pode ter esta patologia

O colapso de traqueia é um problema de grande ocorrência em cães de pequeno porte - York Shire, Maltês, Pinscher, Poodle, etc. - pode ocorrer em pets jovens, mas o agravamento dos sintomas tem maior incidência em cães idosos e obesos.
Os sintomas que o pet apresenta são engasgos, crise de tosse e falta de ar. Chegam a ficar com a língua roxa e em casos mais graves sofrem desmaios. Estes sintomas se iniciam, geralmente, quando estão excitados, ou porque os donos chegaram em casa, ou porque percebem que vão passear, ou estão felizes por qualquer outro motivo e se agitam, também quando fazem atividade física, quando bebem água, e quando estão estressados por alguma situação.
A traqueia é um tubo formado por cartilagens que se encarrega de levar o ar das narinas até os pulmões. Quando estas cartilagens amolecem, entram em colapso e diminuem o diâmetro interior do tubo bloqueando a passagem do fluxo de ar e causando tais sintomas – o que pode ocorrer apenas em um determinado local da traqueia, ou, por toda sua extensão.
O diagnóstico é feito pelo médico veterinário através do histórico clínico do paciente, através de exames laboratoriais, para se descartar outras patologias, e através de exames complementares de RX de pescoço e tórax. Algumas vezes não são encontradas alterações no RX, mas, isso não descarta a possibilidade de que não exista o colapso temporário da traqueia - porque pode ir e voltar, principalmente no início da doença. O veterinário, nesse caso, deverá indicar outros exames para fechar o diagnóstico.
Durante a crise o pet deve ser mantido calmo, com carinho, em ambiente fresco, ventilado. Em casos mais graves de falta de ar é preciso levá-lo ao hospital adequado onde será sedado e receberá o suporte de oxigênio apropriado. Uma vez que há ocorrência de crises agudas, se faz necessário tratá-lo com medicações, próprias para edema de glote, medicações para evitar a tosse e mais os sedativos.
É indicado também evitar atividades físicas, estresse, uso de enforcadores, coleiras no pescoço e fazer o controle de peso do cão. Em casos mais severos a correção é cirúrgica - quando possível.
Em animais jovens o prognóstico é bom, mas pode ser muito ruim em pets idosos, obesos e cardiopatas.
Se o seu pet apresenta alguns desses sintomas, é hora de fazer uma visita ao médico veterinário.

 

RONALDOCUQUI bio 

Ronaldo Cuqui Cândido
CRMV/SP 7034
Médico Veterinário - Diretor da L&M Hospital Veterinário

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